Jun 15, 2017

Descubra as diferenças...

... entre um anúncio colocado pela VW na edição de aniversário - e a primeira impressa - do jornal Observador,

e um anúncio colocado pelo banco Popular na mesma edição.

a quem descobrir, aceitam-se respostas na caixa de comentários ;)

May 23, 2017

criatividade, prazos e o "overnight test"

o difícil equilíbrio entre criatividade e prazos: os clientes exigem a entrega em tempos cada vez mais curtos, as agências reclamam o seu tempo e espaço. Que relação existe entre tempo e criatividade?

encontrei este vídeo que quis recuperar, #OldButGold, com um case muito bem conseguido sobre a relação entre resultado criativo e as restrições de limite de tempo. Fica evidente que, quanto menos tempo, menos criatividade! e o vídeo mostra-o de forma exímia



o vídeo lembrou-me imediatamente o artigo "A Short Lesson in Perspective" de Linds Redding, escritor que, infelizmente, já não se encontra entre nós. Nas palavras de Matthew Creamer (da Advertising Age) trata-se "the best piece of advertising writing you've never read" (ver aqui post no adage.com).

o artigo de Linds fala do "the overnight test" que a dupla Linds e Laurence usava como forma de avaliar se uma ideia era boa ou não! eu resumo o conceito: se no dia a seguir à ideia ter sido criada, ainda fosse tão boa ou melhor que lhes tinha parecido antes, então avançavam!! mas...
But here’s the thing.
The Overnight Test only works if you can afford to wait overnight. To sleep on it. Time moved on, and during the nineties technology overran, and transformed the creative industry like it did most others. Exciting new tools. Endless new possibilities. Pressing new deadlines. With the new digital tools at our disposal we could romp over the creative landscape at full tilt. Have an idea, execute it and deliver it in a matter of a few short hours. Or at least a long night. At first it was a great luxury. We could cover so much more ground. Explore all the angles. And having exhausted all the available possibilities, craft a solution we could have complete faith in.
Or as the bean counters upstairs quickly realized, we could just do three times as many jobs in the same amount of time, and make them three times as much money. For the same reason that Jumbo Jets don’t have the grand pianos and palm-court cocktail bars we were originally promised in the brochures, the accountants naturally won the day.
Pretty soon, The Overnight Test became the Over Lunch Test. Then before we knew it, we were eating Pot-Noodles at our desks, and taking it in turns to go home and see our kids before they went to bed. As fast as we could pin an idea on the wall, some red-faced account manager in a bad suit would run away with it. Where we used to rely on taking a break and “stretching the eyes’ to allow us to see the wood from the trees (too many idioms and similes? Probably.) We now fell back on experience and gut-feel. It worked most of the time, but nobody is infallible. Some howlers and growlers definitely made it through, and generally standards plummeted.
The other consequence, with the benefit of hindsight, is that we became more conservative. Less likely to take creative risks and rely on the tried and trusted. The familiar is always going to research better than the truly novel. An research was the new god. The trick to being truly creative, I’ve always maintained, is to be completely unselfconscious. To resist the urge to self-censor. To not-give-a-shit what anybody thinks. That’s why children are so good at it.
desculpem a extensão das transcriçao ;) mas impunha-se para conseguir passar o ponto de vista! aconselho vivamente a leitura do texto integral aqui

na era digital actual, com o acesso imediato à informação e do marketing em tempo real, fico curioso para ver como vamos responder a este desafio (de dar tempo ao tempo) e que compromissos vamos estar dispostos a fazer. Eu vou estar sempre a votar pela qualidade, pelas razões óbvias. Se é pelo tempo que é preciso lutar, então seja!

Apr 30, 2017

bem-vindo ao Debosh Destroyery

o nome diz tudo: Debosh Destroyery! o projecto onde se pode alugar um quarto... e destruir tudo o que está dentro dele! Sem dó nem piedade.

não vão faltar as ferramentas para nos ajudar a deixar a nossa marca!


localizado em Moscovo, este negócio incomum funciona como um hotel ou sala de karaoke. Pode-se, por exemplo, alugar um quarto por hora e libertar toda a raiva acumulada. Esta é a catarse no seu expoente máximo! Só de olhar para as fotos com todo o potencial de acção e já nos sentimos melhor (!?)

todos os danos capazes de infligir ao espaço estão incluidos. A pergunta nesta fase é: mas onde é que me inscrevo? quero já??! o site vem com uma ferramenta de "booking" para cada um dos quartos, sem stress ;) 




o conceito não é propriamente inovador, mas a execução é das melhores que já vi. Vale a pena ver o vídeo de apresentação:


fica uma ultima questão: Debosh Destroyery é o cenário ideal para a próxima campanha de que marca?

Apr 26, 2017

"Ooho!": a garrafa de água comestível

Ooho! é um projecto para a criação de uma "garrafa de água comestível" que espera substituir os milhões de garrafas de plástico produzidas e deitadas fora todos os anos


a bola de água, chamada "Ooho!" É uma membrana biodegradável e natural que pode ser totalmente engolida e digerida. Feita de um extrato de algas marinhas é completamente incolor e insípida, embora sabores podem ser adicionados

a empresa responsável pelo desenvolvimento do produto, a Skipping Rocks Lab, foi fundada por três estudantes de design com sede em Londres, e pretende apresentar uma série de projectos "sustentáveis", ​​dos quais Ooho! é o primeiro

em baixo alguns vídeos com apresentação do conceito. Apesar de só agora se estar a tornar "viral", o primeiro vídeo "já" é de 2014



o projecto planeia testar o uso destas bolas apresentando-o em grandes eventos como maratonas e festivais de música

a Skipping Rocks Lab diz que o material é mais barato do que produzir uma garrafa de água de plástico. Para criar as bolas, um bloco de gelo é mergulhado numa solução de cloreto de cálcio e algas marinhas, que ganham a forma de uma membrana em torno do bloco. Esta membrana pode ser descascada para manter o exterior limpo para consumo.

segundo o jornal Telegraph a mais recente campanha no crowdfunding no site CrowdCube angariou £582.000, sendo que mais de 500 pessoas investiram no projeto

produto impressionante! design, inovação e sustentabilidade no seu melhor. GOSTO. 

Feb 4, 2017

QSP Summit'17: "Understanding Consumer"

o QSP Summit afirma-se como uma das mais relevantes Conferências de Marketing e Gestão da Europa, e, uma vez mais, acolhe este ano os líderes globais que marcam tendências. Nesta edição, que se vai realizar no dia 23 de Março sob o tema “Understanding Consumer”, vão ser debatidas as profundas mudanças do consumidor e como estas se refletem nos comportamentos e locais de compra


serão abordados temas tão diversos como: ativação de marcas, design de produto, linguagem das marcas, proteção de dados, novas soluções tecnológicas, distribuição de conteúdos, consumidor dos mercados emergentes, inteligência artificial, marcas emocionais, digitalização da saúde, construção e gestão de equipas, cultura organizacional e planos de marketing disruptivos



a acompanhar o lançamento do programa oficial, "as Marcas que ficam" estiveram à conversa com o Rui Ribeiro, Managing Partner da QSP - Consultoria de Marketing e responsável pela organização do evento

"as Marcas que ficam": como nasceu a ideia para o tema deste ano? e como foi o processo de transformar a ideia num programa tão completo como o atual QSP Summit 2017?
RR: estamos a assistir a profundas mudanças do consumidor com reflexos nos comportamentos, locais e formas de compra. Nesse sentido é importante perceber quais as reacções a quais os estímulos a que o consumidor reage, bem como as mudanças que os players terão de operar para uma melhor ligação ou engagement com este. Perceber o consumidor é a chave para a criação de uma oferta de valor adequada as necessidades. Foi neste sentido que a QSP elegeu o tema “Understanding Consumer” e a partir dai procurou os melhores speakers mundiais que consideramos que respondem melhor aos conteúdos que queremos entender
"as Marcas que ficam": quais foram os principais desafios à realização da edição do QSP Summit este ano?
RR: o QSP Summit tem vindo a registar uma crescente procura fruto da relevância que os temas abordados merecem para as empresas e do reconhecimento do público da qualidade do evento. Desse incremento de procura resultou a decisão de aumentar a capacidade do auditório e das worklabs. E nesse sentido a QSP mantém o evento na Exponor mas vai erguer de raiz 5 auditórios nos pavilhões da Exponor exclusivos para o evento. A exigência da nossa audiência é muito elevada o que nos obriga a uma produção cuidada e ao nível das melhores da Europa
 "as Marcas que ficam": o que salientarias na organização do evento deste ano? Que novidades?
RR: para além da qualidade inegável dos oradores, e da novidade da passagem do evento para 2 pavilhões e meio da Exponor, teremos ainda algumas novidades em termos de produção áudio visual que guardaria para a dia e para os presentes. A área de exposição será bastante maior, as activações dos expositores serão muito divertidas e será um dia certamente memorável para todos
"as Marcas que ficam": que sugestões para os participantes do QSP Summit para tirarem melhor partido deste evento?
RR: em primeiro lugar inscreverem-se: na ultima edição e como é habito dos portugueses, muitos deixaram para a ultima hora e já não conseguiram participar. Este ano muito provavelmente acontecerá o mesmo apesar do aumento da capacidade. O evento deve esgotar e quem deixar para a ultima hora terá poucas hipóteses de poder participar. Por outro a leitura atenta do programa permitirá a cada profissional escolher as sessões que mais irão de encontro aos desafios que tem pela frente. Como já é habitual o evento arranca à hora prevista – 9h15 e os participantes devem providenciar forma de chegarem atempadamente por forma a poderem usufruir do evento na integra
"as Marcas que ficam": o que gostavas que fossem, para os participantes, os principais "key learnings" do evento?
RR: gostava e estou certo que as empresas e profissionais que participarem, chegarão ao final do dia com uma enorme mais-valia e uma visão completa do tema que lhes propusemos. Em regra o QSP Summit antecipa bastante os temas que preocupam os profissionais e gestores, e aponta tendências que se têm materializado. Será um dia recheado de contactos decisivos para a suas actividades e uma experiência única em termos de evento que é um dos melhores da Europa no sector
obrigado Rui pela entrevista! visitem o QSP Summit'17, eu vou lá estar ;) encontramo-nos entre sessões para um café Bogani e conversar sobre as conferências

Jan 23, 2017

estará a PETA a tornar-se a Miss Sloane do mundo da moda?

o filme "Miss Sloane" é um "thriller" político dirigido por John Madden e escrito por Jonathan Perera, sobre a história de Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma estrategista política de sucesso no mundo lobista da capital dos EUA

"moral" à parte, o filme explora e retrata na perfeição o funcionamento da rede de influências na tomada de decisão politica e a sua consequência para a gestão de um país



"meanwhile" esta semana a organização de defesa dos animais PETA, People for the Ethical Treatment of Animals, tornou-se um dos mais recentes accionistas do grupo que detém, entre outras, as marcas de moda Louis Vuitton, Christian Dior, Fendi, Berluti, Loewe, Givenchi ou Marc Jacobs

estará a PETA a tornar-se a Miss Sloane do mundo da moda? 

a intenção da PETA é fazer no grupo Louis Vuitton Moet Hennessey (LVMH) o mesmo que a levou a comprar acções da Hermès e da Prada há algum tempo: poder participar nas reuniões de accionistas com a administração e pressionar (ou tentar convencer, pelo menos) a empresa a deixar de usar pele exótica verdadeira nas malas, sapatos, relógios, casacos e outras peças de vestuário que fabrica

será o lobbying assim tão diferente da gestão de marcas (e vice-versa)? experimentem trocar a palavra lobbying por marketing...




é por isso que adoro o meu trabalho!

Jan 19, 2017

sobre o impacto da publicidade na economia

a World Federation of Advertisers (WFA) publicou recentemente um estudo que, pela primeira vez, quantifica o impacto da publicidade na economia da UE28, da Austrália, do Canadá, do Japão e da Coreia, com base numa metodologia comum

a pesquisa foi conduzida pela Deloitte e financiada pela WFA, com o apoio de uma série de associações europeias da indústria da publicidade

a principal conclusão é que, em média, 1 euro gasto em publicidade gera 7 euros para o PIB europeu. A publicidade garante quase 6 milhões de postos de trabalho na UE, o que equivale a 2,6% de todo o emprego na região




a pesquisa também destaca que a publicidade assegura benefícios pessoais e sociais ao financiar total ou parcialmente os media. A publicidade permite que as pessoas beneficiem das notícias, do entretenimento e de ferramentas de comunicação a um custo reduzido ou mesmo gratuitamente em todo o espectro dos media, na TV, na rádio e on-line


deixo link para o relatório completo aqui